Por Kevin Buckland e Yadarisa Shabong
TÓQUIO, 31 Mar (Reuters) - O iene avançava nesta segunda-feira, enquanto o ouro atingiu uma nova máxima, uma vez que a incerteza em torno das tarifas dos Estados Unidos obscurecia as perspectivas de inflação e crescimento econômico na maior economia do mundo e mantinha os investidores longe de ativos de risco.
Os mercados estão nervosos antes de uma nova rodada de tarifas recíprocas que a Casa Branca anunciará na quarta-feira. Os detalhes são escassos, mas o presidente dos EUA, Donald Trump, disse no domingo que essencialmente todos os países serão atingidos pelas taxas nesta semana.
O índice do dólar =USD -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,07%, a 104,080.
O dólar tinha queda de 0,35% em relação ao iene JPY=, a 149,29.
A moeda japonesa subiu 0,82% na sexta-feira, quando dados dos EUA mostraram que o núcleo de um indicador de inflação subiu mais do que o esperado no mês passado, fomentando temores de "estagflação".
"Acredito que só uma coisa pode ser dita com certeza: a incerteza não terminará com o anúncio das tarifas recíprocas por Trump no dia 2 de abril", disse Jane Foley, chefe de estratégia de câmbio do Rabobank.
O ouro XAU= chegou a um valor sem precedentes de US$3.128,06, marcando três sessões consecutivas registrando máximas recordes.
O euro EUR= era negociado a US$1,081475, em queda de 0,18% no dia, embora esteja definido para um aumento de quase 4,5% neste trimestre, seu maior salto desde o terceiro trimestre de 2022, graças à reforma fiscal da Alemanha.
A provável implementação de tarifas pelos EUA significa que a Europa terá que assumir melhor controle de seu futuro, disse a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, nesta segunda-feira, reiterando o impacto das tarifas e medidas de retaliação no crescimento do bloco.
Na sexta-feira, Trump disse que está aberto a fechar acordos com países que busquem evitar tarifas, mas o jornal The Washington Post relatou no fim de semana que ele está pedindo a seus assessores que adotem uma postura mais agressiva.
((Tradução Redação São Paulo, +55 11 5047-3075))
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