Por Kevin Buckland e Yadarisa Shabong
TÓQUIO, 24 Mar (Reuters) - O dólar tinha leve baixa nesta segunda-feira, mas ainda estava um pouco abaixo da máxima de três semanas ante seus pares fortes, com os investidores buscando clareza sobre a próxima rodada de tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Trump deve excluir uma série de tarifas específicas para setores ao aplicar taxas recíprocas sobre parceiros comerciais em 2 de abril, informaram a Bloomberg News e o The Wall Street Journal, citando autoridades.
O índice do dólar =USD -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,15%, a 103,870, depois de atingir 104,22 na sexta-feira pela primeira vez desde 7 de março.
"Imagino que os mercados permanecerão ansiosos e sensíveis a qualquer notícia sobre as tarifas de Trump antes do anúncio de 2 de abril, portanto, espero algum nervosismo no mercado nesta semana", disse Jane Foley, chefe de estratégia cambial do Rabobank.
O dólar tem estado sob pressão durante a maior parte deste ano, uma vez que as suposições do mercado de que Trump introduziria rapidamente políticas pró-crescimento se transformaram em preocupações de que as medidas comerciais agressivas do presidente possam desencadear uma recessão.
A próxima rodada de tarifas está prevista para 2 de abril, quando a Casa Branca anunciará taxas recíprocas sobre muitos países.
O euro EUR= era negociado a US$1,08505, em alta de 0,37% no dia, recuperando algumas de suas perdas da semana passada e aumentando seu ganho de 4,4% em relação ao dólar até agora neste mês.
Em março, a atividade empresarial da zona do euro cresceu no maior ritmo em sete meses, apoiada por uma atenuação na desaceleração de longa data do setor industrial, apesar do crescimento mais lento no setor de serviços, segundo uma pesquisa.
A moeda compartilhada foi impulsionada para o valor mais alto desde o início de outubro, a US$1,0955, na semana passada, devido ao otimismo em relação à iniciativa da Alemanha de afrouxar regras fiscais para aumentar os gastos militares e de infraestrutura.
((Tradução Redação São Paulo, +55 11 5047-3075))
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