Por Saqib Iqbal Ahmed
NOVA YORK, 19 Mar (Reuters) - O dólar reduziu seus ganhos em relação ao euro nesta quarta-feira, depois que o Federal Reserve manteve a taxa básica de juros inalterada, como esperado, mas indicou que autoridades esperam cortar os custos de empréstimos em 0,50 ponto percentual até o final deste ano.
Formuladores de política monetária projetaram provavelmente dois cortes de 0,25 ponto nos juros neste ano, a mesma previsão mediana de três meses atrás, mesmo prevendo um crescimento econômico mais lento e uma inflação mais alta.
O chair do Federal Reserve, Jerome Powell, disse nesta quarta-feira que a incerteza no momento é "excepcionalmente elevada", ao descrever os desafios que autoridades do banco central enfrentaram para chegar a novas projeções para as perspectivas econômicas em meio à onda de novas manobras políticas do governo Trump.
Levando em consideração o anúncio de tarifas pelo governo Trump, as autoridades do Fed aumentaram suas perspectivas para a inflação este ano, com sua medida preferencial de alta de preços prevista para terminar o ano em 2,7%, em comparação com o ritmo de 2,5% previsto em dezembro. O Fed tem como meta uma inflação de 2%.
"O movimento do dólar em relação a isso é bastante calmo, considerando tudo", disse Helen Given, diretora de negociações da Monex USA.
"Acho que isso tem a ver com o fato de que ninguém quer acabar no lado errado de qualquer negociação", disse Given.
O dólar caiu cerca de 6% em relação ao euro desde meados de janeiro, com investidores preocupados com as consequências econômicas das políticas do presidente Donald Trump sobre comércio e tarifas.
Embora a moeda dos EUA tenha se estabilizado nas últimas sessões, a perspectiva de curto prazo para a moeda depende da força dos dados econômicos que estão chegando.
Em relação ao dólar, o euro caía 0,3%, para US$1,0912, depois de cair para US$1,0860, mais cedo.
Os futuros de juros precificaram 64 pontos-base de flexibilização este ano, ou cerca de duas reduções, em linha com o que o Federal Reserve projetou em suas previsões divulgadas nesta quarta-feira.
((Tradução Redação Brasília))
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