Por Saqib Iqbal Ahmed
NOVA YORK, 17 Mar (Reuters) - O dólar rondava a mínima de cinco meses ante o euro nesta segunda-feira, com os investidores receosos quanto às consequências econômicas das políticas comerciais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O euro EUR= era negociado a US$1,0911, em alta de 0,25% no dia, impulsionado pelo otimismo sobre um acordo para reformas fiscais na Alemanha.
A moeda comum europeia estava um pouco abaixo dos US$1,0947 que atingiu na semana passada, seu maior valor desde 11 de outubro.
Os mercados de câmbio têm passado por mudanças nos últimos meses, com os investidores reavaliando suas expectativas iniciais de que as políticas de Trump apoiariam o dólar e causariam o enfraquecimento de outras moedas.
Essa reavaliação fez com que o dólar recuasse 6% em relação ao euro desde meados de janeiro.
"Acho que o mercado simplesmente concluiu de forma equivocada", disse Kyle Chapman, analista de mercados de câmbio do Ballinger Group.
"Eles estavam apostando nos cortes de impostos e na desregulação para impulsionar o crescimento, ao mesmo tempo em que criavam uma espécie de clima de aversão ao risco", disse ele.
"Na verdade, o foco tem se concentrado muito mais no protecionismo", disse Chapman.
Desde que assumiu o cargo em janeiro, as declarações de Trump sobre a imposição e posterior suspensão de tarifas contra uma ampla gama de parceiros comerciais têm enervado os mercados.
Embora tenha descartado a possibilidade de uma crise financeira, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em uma entrevista veiculada no domingo, disse que "não há garantias" de que não haverá uma recessão nos EUA.
A semana está repleta de reuniões de bancos centrais, incluindo o Federal Reserve, o Banco do Japão e o Banco da Inglaterra, e se espera que todos eles mantenham as taxas de juros inalteradas, à medida que as autoridades avaliam a atual incerteza econômica.
O índice do dólar =USD -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,26%, a 103,460.
((Tradução Redação São Paulo, +55 11 5047-3075))
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