Por Laura Matthews e Stefano Rebaudo
NOVA YORK/MILÃO, 1 Abr (Reuters) - O iene avançava frente ao dólar nesta terça-feira, com os investidores digerindo a mais recente rodada de dados econômicos dos Estados Unidos, antes dos anúncios de tarifas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que ocorrerá na quarta-feira.
O setor industrial dos EUA se contraiu em março, após dois meses consecutivos de expansão, enquanto uma medida de inflação na porta das fábricas foi a mais alta em quase três anos. Isso ocorre em um momento em que crescem os temores sobre o quanto as tarifas aumentarão os preços para consumidores e empresas.
Um relatório do setor de trabalho também mostrou que as vagas de emprego em aberto caíram para 7,568 milhões em fevereiro.
"Os números de hoje fornecem mais evidências das forças 'estagflacionárias' que estão se formando na economia norte-americana, ameaçando colocar o Federal Reserve em uma camisa de força", disse Karl Schamotta, estrategista-chefe de mercado da Corpay.
"Com a queda dos pedidos, a desaceleração da produção e a contração do emprego, mesmo com o crescimento dos preços acelerando no maior ritmo desde a recuperação pós-pandemia, está claro que o setor manufatureiro já está sofrendo o impacto das mudanças na política protecionista do presidente Trump."
Investidores veem a moeda japonesa como um ativo mais seguro do que o dólar no ambiente atual, já que as tarifas dos EUA provavelmente também prejudicarão a economia do país.
O dólar tinha queda de 0,39% em relação ao iene JPY=, a 149,37.
O índice do dólar =USD -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,05%, a 104,130.
Trump disse no domingo que todos os países enfrentarão novas tarifas nesta semana, embora não tenha fornecido detalhes específicos. Anteriormente, ele havia falado sobre tarifas de 25% contra produtos europeus.
Assessores da Casa Branca elaboraram uma proposta para impor tarifas de cerca de 20% sobre a maioria das importações para os EUA, informou o Washington Post nesta terça-feira.
((Tradução Redação São Paulo, +55 11 5047-3075))
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