Por Kevin Buckland e Alun John
TÓQUIO/LONDRES, 17 Mar (Reuters) - O dólar rondava a mínima de cinco meses frente aos seus pares fortes nesta segunda-feira, prejudicado pelas políticas comerciais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por dados econômicos fracos, em um momento em que outras moedas, incluindo o euro, se beneficiam de impulsionadores internos.
O euro EUR= era negociado a US$1,0901, em alta de 0,16% no dia, próximo dos US$1,0947 atingidos na semana passada, seu maior valor desde 11 de outubro.
O dólar tinha queda de 0,05% em relação ao iene JPY=, a 148,55, depois de alcançar seu ponto mais fraco em cinco meses na semana passada, a 146,5.
O índice do dólar =USD -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,19%, a 103,530, perto da mínima de cinco meses, a 103,21, atingida na terça-feira.
Os mercados de câmbio têm passado por mudanças nos últimos meses, com os operadores reavaliando suas expectativas iniciais de que as políticas econômicas de Trump apoiariam o dólar e causariam o enfraquecimento de outras moedas.
Na verdade, ocorreu o contrário, e analistas do Société Générale disseram nesta segunda-feira que haviam alterado suas previsões cambiais "para refletir as mudanças fiscais planejadas na Alemanha, a fragilidade (relativa) autoinfligida da economia dos EUA e a saída do Japão da deflação".
Eles preveem o euro a US$1,13 até o final do ano e o iene a 139 por dólar.
Na sexta-feira, os partidos da Alemanha fecharam um acordo para aumentar os gastos com defesa e impulsionar o crescimento da maior economia da Europa.
O acordo provavelmente será aprovado pelo Parlamento nesta semana e inclui um fundo de 500 bilhões de euros para infraestrutura e mudanças radicais nas regras de endividamento.
Enquanto isso, o Banco do Japão deve manter a taxa de juros inalterada quando se reunir na quarta-feira, mas as condições para outro aumento de juros estão se formando, com as grandes empresas japonesas oferecendo aumentos salariais nas negociações com os sindicatos pelo terceiro ano consecutivo.
O Fed também se reúne na quarta-feira e se espera que mantenha os juros estáveis.
((Tradução Redação São Paulo, +55 11 5047-3075))
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