Investing.com — Após a recente decisão da Opep+ de aumentar a produção de petróleo antes do esperado, o UBS revisou suas projeções de preço do petróleo Brent para os anos de 2025 a 2027.
O banco de investimento reduziu sua previsão para 2025 e 2026 em US$ 3 por barril para US$ 72 e diminuiu a previsão de 2027 em US$ 2 por barril para US$ 73.
A previsão de longo prazo permanece inalterada em US$ 75 por barril a partir de 2028, quando se antecipa uma desaceleração no crescimento da oferta fora da Opep+.
A perspectiva atualizada vem em resposta ao anúncio da Opep+ no início de março sobre a reintrodução de barris no mercado a partir de abril.
"Para 2025, ainda vemos o mercado de petróleo finamente equilibrado graças a outros desenvolvimentos compensatórios, como menor produção da Venezuela e do Irã, assumindo que a Opep+ pause os aumentos no segundo semestre, limitando a queda", afirmaram analistas liderados por Henri Patricot em uma nota.
Os analistas esperam que os preços de mercado permaneçam voláteis em meio a incertezas significativas, embora o Brent "provavelmente seja negociado na metade inferior de nossa faixa de US$ 65-85/barril", observaram, acrescentando que o posicionamento retornou a um nível mais normal.
Embora a decisão da Opep+ tenha concretizado um risco de queda para sua perspectiva anterior de US$ 75 por barril de Brent para 2025, o UBS destaca que outros riscos persistem.
A demanda mais fraca por petróleo, potencialmente exacerbada por tarifas que afetam o crescimento do PIB global, continua sendo uma preocupação. Por outro lado, interrupções no fornecimento poderiam ocorrer devido à política dos EUA em relação à Venezuela, Irã e Rússia, potencialmente levando a um impacto maior na oferta de petróleo do que o atualmente projetado.
O UBS não interpreta o anúncio da Opep+ como uma mudança fundamental de estratégia, mas sim como um sinal de que o grupo continuará adaptando seus planos de produção às condições de mercado.
Embora os cortes compensatórios acordados possam limitar o aumento imediato da produção, o banco está cético quanto ao cumprimento total, referenciando os planos do Cazaquistão e seu desempenho anterior.
O UBS também aponta que a grande capacidade ociosa dentro da Opep+ serve como um teto para os riscos de alta de preços, permitindo que o grupo aumente rapidamente a produção em caso de interrupções ou intervenha se a demanda ficar aquém das expectativas.
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