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China promete decisão justa em investigação sobre tarifas de carne bovina

Reuters1 de abr de 2025 às 10:53

Por Ella Cao e Tom Polansek

- A China se comprometeu a emitir uma decisão "justa e objetiva" após audiência de sua investigação em andamento sobre as importações de carne bovina, uma revisão que poderia levar a tarifas mais altas ou limites de importação se os produtores nacionais forem considerados em risco.

Lançada no ano passado, a investigação abrange toda a carne bovina importada, e não um país específico, e ocorre em um momento em que a desaceleração da demanda e o excesso de oferta doméstica pressionam o mercado de carne bovina da China -- o maior do mundo em termos de importação e consumo.

A audiência de segunda-feira reuniu cerca de 180 representantes, incluindo autoridades dos principais fornecedores, Brasil, Argentina, Uruguai, Austrália e Estados Unidos, informou o Ministério do Comércio da China em um comunicado. Exportadores, associações comerciais, importadores chineses e produtores domésticos de carne bovina também compareceram, informou o ministério.

A China importou um recorde de 2,87 milhões de toneladas de carne bovina em 2024, de acordo com dados alfandegários, aumentando as preocupações sobre possíveis restrições comerciais que poderiam atingir os principais fornecedores.

O porta-voz da Federação de Exportação de Carnes dos EUA, Joe Schuele, disse que a carne bovina dos EUA atende principalmente aos setores de varejo e serviços de alimentação de alta qualidade da China e não compete diretamente com a carne bovina doméstica, que geralmente tem preços mais baixos.

"Não achamos que quaisquer restrições à carne bovina dos EUA beneficiarão o setor doméstico", disse Schuele.

Um consultor brasileiro do setor, falando sob condição de anonimato, disse que a carne bovina do Brasil era competitiva em termos de preço e se sobrepunha a segmentos do mercado interno da China.

"Todos aqui estão preocupados com o resultado dessa investigação", disse o consultor.

As preocupações do setor foram agravadas por acontecimentos recentes. No mês passado, a alfândega chinesa suspendeu temporariamente as importações de carne bovina de seis empresas do Brasil, Argentina e Uruguai.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne disse em março que as empresas não haviam cumprido as exigências chinesas para registro de estabelecimentos estrangeiros, mas não entrou em detalhes.

Entre as unidades afetadas está uma em Goiás pertencente à gigante de frigoríficos JBS JBSS3.SA e que é uma das maiores fábricas de exportação de carne bovina para a China.

"Comerciantes temem que mais suspensões possam estar se aproximando", disse o consultor.

A investigação sobre a carne, que começou em 27 de dezembro, deve durar oito meses, mas pode ser prorrogada em circunstâncias especiais.

Enquanto isso, a China ainda não renovou os registros de exportação das instalações de carne bovina dos EUA que expiraram em 16 de março, o que levou traders a hesitarem em fechar acordos para a carne bovina norte-americana produzida após essa data.

O setor de carne bovina dos EUA já está lidando com uma tarifa de 10% imposta como parte das tarifas retaliatórias da China sobre cerca de US$21 bilhões em produtos agrícolas americanos. Qualquer restrição comercial adicional prejudicaria ainda mais as vendas.

O Brasil, o Uruguai, os EUA e a Austrália estão entre os principais fornecedores de carne bovina para a China.

(Reportagem de Ella Cao e Lewis Jackson em Pequim, Tom Polansek em Chicago)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS LF

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