Investing.com – Os preços do ouro renovaram a máxima histórica nas negociações asiáticas desta terça-feira, sustentados pela demanda por ativos de proteção, enquanto o mercado se posiciona para os próximos anúncios tarifários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Às 7h30 de Brasília, o ouro à vista subia 0,49%, sendo cotado a US$ 3.165,10 por onça – novo recorde. Já os contratos futuros com vencimento em junho avançavam 0,3%, negociados a US$ 3.158,10 por onça.
O metal precioso acumula quatro sessões consecutivas de recordes históricos.
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A valorização recente do ouro é amplamente atribuída à cautela dos investidores quanto aos efeitos econômicos das novas tarifas comerciais dos EUA.
Trump deve anunciar uma série de “tarifas recíprocas” em 2 de abril, atingindo diversos parceiros comerciais sem concessões ou exceções.
Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, as medidas serão divulgadas às 15h00 ET (19h00 GMT) e fazem parte do chamado “Dia da Libertação”.
O pacote inclui uma tarifa de 25% sobre a importação de automóveis e o restabelecimento de encargos anteriormente suspensos sobre produtos vindos do Canadá e do México.
As medidas visam combater práticas comerciais avaliadas como desleais e devem impactar um conjunto amplo de países com os quais os EUA registram déficits na balança comercial.
A incerteza em torno dessas políticas tem impulsionado a procura por ouro, tradicionalmente considerado um ativo de proteção durante períodos de instabilidade econômica e geopolítica.
O metal também é beneficiado pelo enfraquecimento do dólar americano, com o Índice do Dólar operando estável durante a sessão asiática.
Os contratos futuros de platina recuavam 0,6%, negociados a US$ 1.022,75 por onça, enquanto os futuros de prata subiam 0,3%, cotados a US$ 34.715 por onça.
Cobre avança com dados positivos da indústria chinesa
Os preços do cobre subiam nesta terça-feira, após a divulgação de indicadores acima do esperado sobre a atividade industrial da China.
O índice PMI de Manufatura Caixin avançou para 51,2 em março, atingindo o maior patamar desde dezembro de 2024 e sinalizando expansão no setor.
A leitura acima das expectativas reforça o cenário de recuperação industrial no maior importador global de cobre, o que tende a elevar a demanda por metais industriais.
Na Bolsa de Metais de Londres, os contratos futuros de cobre com referência internacional subiam 0,5%, cotados a US$ 9.758,10 por tonelada. Os contratos com vencimento em maio avançavam 0,3%, negociados a US$ 5,0665 por libra.