Investing.com – Os preços do petróleo operam em alta nesta segunda-feira, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar aplicar tarifas a compradores de petróleo russo, o que pode acentuar as pressões sobre a oferta global.
Às 10h50 de Brasília, os contratos futuros do Brent com vencimento em maio subiam 1%, sendo negociados a US$ 73,48 por barril, enquanto os contratos do WTI avançavam 1,21%, cotados a US$ 70,20 por barril.
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Durante o fim de semana, Trump afirmou que pode aplicar tarifas secundárias a países que continuarem comprando petróleo da Rússia, caso avalie que Moscou não esteja cooperando com esforços de cessar-fogo na guerra contra a Ucrânia.
A proposta informal de taxar com tarifas entre 25% e 50% todos os países que adquirirem petróleo russo teria impacto relevante no mercado, caso seja efetivada — embora ainda existam dúvidas quanto à sua implementação.
Trump também ameaçou o Irã com bombardeios, caso não aceite firmar um novo acordo nuclear com os EUA.
As ameaças de sanções por parte de Trump — contra Rússia, Irã e Venezuela — vêm sustentando os preços do petróleo nas últimas três semanas, diante da perspectiva de um aperto adicional na oferta.
Esse movimento, no entanto, tem sido parcialmente contrabalançado por temores quanto à desaceleração da demanda, especialmente em um cenário de crescimento econômico mais fraco provocado pelas disrupções geradas pelas tarifas.
O presidente norte-americano deve anunciar uma nova leva de tarifas no dia 2 de abril, com o mercado ainda incerto quanto ao alcance e aos efeitos das medidas. Informações divulgadas no fim de semana indicam que Trump considera tarifas mais amplas e agressivas.
Os investidores também monitoram uma série de dados econômicos relevantes previstos para esta semana, com destaque para o relatório oficial de emprego de março, que será divulgado na sexta-feira.
A expectativa é que a economia norte-americana tenha criado 139 mil postos de trabalho em março, frente aos 151 mil registrados em fevereiro, com a taxa de desemprego mantida em 4,1%.
Antes da divulgação do payroll, estão previstos indicadores sobre contratações no setor privado, vagas abertas e atividade manufatureira.
A estatal chinesa CNOOC anunciou a descoberta de um campo petrolífero com reservas comprovadas superiores a 100 milhões de toneladas no Mar do Sul da China, segundo a mídia estatal chinesa.
O campo está localizado fora das áreas disputadas e situa-se dentro da Zona Econômica Exclusiva da China, na costa de Shenzhen, com profundidade média de 100 metros.
A descoberta pode fortalecer as reservas estratégicas chinesas e reduzir sua dependência de importações. No entanto, não foram divulgados prazos para o início da produção em escala. Reservas offshore costumam apresentar desafios técnicos e operacionais.
A China é o maior importador global de petróleo, mas a demanda vem mostrando enfraquecimento constante em meio à persistente desaceleração econômica.
Os dados de PMI divulgados nesta segunda-feira indicaram alguma melhora, com avanço acima do esperado tanto na indústria quanto nos serviços em março.
A atividade de perfuração nos Estados Unidos desacelerou na última semana.
Dados da Baker Hughes indicaram queda de duas unidades no número de sondas ativas, totalizando 484 — o menor nível desde a semana encerrada em 14 de fevereiro de 2025. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve redução de 22 sondas.
A contagem total de sondas (petróleo e gás) caiu para 592, contra 593 na semana anterior, e representa retração de 4,7% em relação ao mesmo intervalo de 2024, segundo análise do ING.