31 Mar (Reuters) - O petróleo subiu, esta segunda-feira, com os investidores cautelosos, após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado impor tarifas secundárias aos compradores de petróleo russo e ter avisado o Irão de uma possível acção militar se não concordar com um acordo sobre o seu programa nuclear.
Os futuros mais activos do petróleo Brent de Junho LCOc2 subiam 0,43 dólares, ou 0,59%, para os 73,19 por barril às 1322 TMG, enquanto que o petróleo West Texas Intermediate CLc1 subia 0,47 dólares, ou 0,68%, para os 69,83 dólares por barril. O Brent 'front-month' LCOc1, negociado nos 74,27 dólares, expira ainda estasegunda-feira.
Os preços do petróleo caíram no início da sessão antes de recuperarem e estabilizarem nos níveis actuais.
Trump disse, no domingo, que estava "chateado" com o Presidente russo, Vladimir Putin, e que iria impor tarifas secundárias de 25% a 50% aos compradores de petróleo russo, se sentir que Moscovo está a dificultar os seus esforços para acabar com a guerra na Ucrânia.
A China e a Índia são grandes compradores de crude russo e a sua anuência seria crucial para que qualquer pacote de sanções secundárias prejudicasse seriamente as exportações do segundo maior exportador de petróleo do mundo.
Trump também ameaçou o Irão, no domingo, com bombardeamentos e tarifas secundárias se Teerão não chegasse a um acordo com Washington sobre o seu programa nuclear.
Esta segunda-feira, vários 'traders' chineses não se intimidaram com a última ameaça. Três deles, que falaram com a Reuters, disseram que o constante jogo de cintura de Trump significava que eles não ligavam muito ao que dizia.
Por outro lado, as conversações para reiniciar as exportações de petróleo curdo através do oleoduto Iraque-Turquia atingiram um obstáculo, já que persiste a falta de clareza sobre pagamentos e contratos, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento directo do assunto.
Texto integral em inglês: nL2N3QE038